
Pe. Fábio Marinho não sabe nada acerca da Teologia da Libertação | Bernardo Kuster
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Recentemente num podcast, o padre Fábio Marinho fez declarações sobre o comunismo, igualdade, riqueza, papel social da igreja e que levantaram muitas dúvidas dos fiéis. E ele disse, entre outras coisas, de que a forma atual de comunismo evangélico seria viável, será mesmo? Veja, gente, o padre Fábio Marinho tem uma grande presença nas redes sociais. Eu mesmo já curti, já elogiei certas coisas que ele disse no passado e como é normal, outras nem
tanto. De fato, ele tem carisma, é convidado constantemente para podcasts, entrevistas, rodas de conversa e é exatamente por isso o cuidado deve ser dobrado. Ou seja, eu não o conheço pessoalmente, não tenho nada contra ele, mas foi muito cobrado pela minha audiência reagir a este trecho, porque toca nos assuntos que eu ensino aos meus milhares de alunos e milhões de seguidores em meus cursos e formações online. Então vamos lá. A igreja ela
proíbe o comunismo. Sim, proíbe comunismo marxista. Que a igreja condena esse marxismo comunista que ele é apelativo e que proíbe a sociedade de ter livre acesso às coisas. Agora, quando nós falamos do comunismo atual, de partilha dos bens, de igualdade, de desejar que o outro também tenha, de que o outro também possa fazer, isso é uma questão de evangelho. Isso não passa pela filosofia
marxista, nem pela filosofia dos contemporâneos ou modernos. Isso passa pelo evangelho. Padre, aqui o senhor escorregou feio. Isso mostra um desconhecimento grave do que tá em jogo. Primeiro, vamos lá. Separar comunismo do marxismo é apenas um jogo retórico sem fundamento na realidade. A ideia, assim, vamos dizer, de comunismo, obviamente, não nasceu com Carl Marx, quem estudou um pouquinho sabe. Ele foi, por assim dizer, um herdeiro e sistematizador
moderno de uma mentalidade muito mais antiga do que ele, compilador de ressentimentos e projetos de sociedade igualitária. antes de Marx. Sim, vieram muitos tipos como Tomás Ocampanella da cidade do sol, né? O livro dele, 1602, que propunha cidade teocrática, onde tudo fosse compartilhado em comum, misturando astrologia, cristianismo místico e uma espécie de comunismo. Houve também Jean- Jaques Rousseau, do século XVI, que
apesar de não ser um comunista, ele preparou certamente o terreno ao declarar, entre outras coisas, abre aspas, a propriedade é a origem da desigualdade. Fecha aspas. o que influenciou, obviamente, o pensamento revolucionário posterior a começar pela própria revolução francesa. Outro tipo, precedente de Marx Egraco Babuf, revolucionário francês também do século XVI, que foi o primeiro a usar o termo comunismo moderno em sentido, vamos
dizer, político, revolucionário, que tentou instaurar um regime sem propriedade privada, com igualdade absoluta, mas acabou guilhotinado pela igualdade da Revolução Francesa que ele mesmo ajudou a criar. E ainda houve os chamados socialistas utópicos que acreditavam ser possível construir sociedades perfeitas por meio do planejamento e da boa vontade que realmente inspiraram Carl Marcos, como San Simon, Furrier e Owen, que propuiam
comunidade sem propriedade privada, mas sem luta de classe. Essas ideias, obviamente influenciaram muito Carl Marx, que os chamou com desprezo de utópicos, porque ele queria mesmo era um comunismo científico revolucionário com muito pé na história. que veja é com Carl Marx que a coisa muda de figura e seu aliado e financiador Frederich Engels. A coisa muda completamente porque eles sistematizam essas tendências em uma ideologia
materialista, ateia, dialética, econômica e totalizante, englobando todos os movimentos comunistas anteriores a eles. E Marx, obviamente, tinha muitos defeitos, mas a sua retórica era magnética. "A luta de classes é o motor da história", disse no Manifesto Comunista de 1848. A religião é o óbio do povo sobre a sua crítica da filosofia ao direito de Hegel de 1843. Ou eh A desvalorização do mundo humano cresce em proporção direta a valorização
do mundo das coisas nos manuscritos econômico-filosóficos de 1844. O trabalhador não tem pátria. Proletários do mundo univos, né? Ou proletários de todos os países univos. Manifesto comunista de 1848. Olha o Marx. O comunismo deixa de ser uma utopia para se tornar de fato um projeto revolucionário político, onde a destruição da propriedade privada, da religião, da família, de todas as instituições é programática e
obrigatória. Ou seja, hoje, como há muito tempo na prática, não há comunismo sem marxismo. Seria como dizer hoje em dia que existe, sei lá, um solteiro casado ou um quadrado redondo ou uma escolástica sem São Tomás de Aquino. Sim, houve comunistas antes de Calmar Marx, desde os filósofos antigos até revolucionários modernos, mas nenhum deles conseguiu harmonizar a sua proposta com a liberdade humana, com a natureza do homem, com a caridade cristã
verdadeira. Todos esbarravam sempre no mesmo problema. Substituir a graça pela engenharia social, totalitarismo, que é que seja, o amor pela imposição, Deus pelo estado. Senhor, quando é que nós vamos saber que nós fizemos isso a ti? Todas as vezes que fizerdes isso ao menor de todos. Mas quem é o menor de todos? Todas as vezes que me deste de comer, todas as vezes que me deste de beber, todas as vezes que me vestistes, todas vezes que me destes dignidade, é a
mim que vocês estão fazendo no outro. Então isso é o que nós chamamos de vida comum, que não é o comunismo marxista. O comunismo marxista é proibido pela igreja. Não é uma ciência política que a igreja aceite. Sim, padre. É verdade. A igreja condena sim o marxismo. Mas veja, não por ele ser apenas uma filosofia, mas porque ele é a base teórica fundamental e regimes que assassinaram e oprimiram centenas de milhões de pessoas. Perseguiram
cristãos, criaram sociedades inteiras sob a mentira. Eh, veja, olha, quando o senhor diz que o comunismo atual no sentido de partilha de bens, veja, o senhor misturou tudo. Partilha voluntária, é caridade cristã, comunismo, é imposição estatal, são coisas opostas. de usar a mesma palavra para ambas as situações apenas confunde as pessoas que não tm a percepção que eu, por exemplo, tenho. Em terceiro lugar, veja, citar o evangelho fora de
contexto, como se Cristo estivesse propondo uma espécie de comunismo, né, ou economia comunista da partilha, é no mínimo imprudente. A igreja condenou o comunismo na não em pedaços, mas na sua totalidade, não nos seus excessos. Pio 11, na encíclica de Vin Redemptoris de 1937 declarou o seguinte: "O comunismo é intrinsecamente perverso e não se pode admitir alguma colaboração com ele em qualquer campo." Tá lá no ponto 58,
senhor pode ler. Ou seja, o problema não está em partilhar, o que é uma virtude evangélica de fato, mas na concepção antropológica, ou seja, respeito do homem e revolucionária política do marxismo que vê o homem como resultado da matéria, da luta de classes e a religião apenas como uma coisa que embota o homem para ver a sua verdadeira condição de classe, é o óbio do povo. Ou seja, o evangelho não é um comunismo disfarçado. Quando Cristo diz, né, tudo
que fizestes a um destes pequeninos, fizestes a mim, aquela coisa lá em Mateus 25, ele se refere ao ato de caridade pessoal e comunitária feitos aos mais necessitados por amor a Deus e fidelidade à sua aos seus mandamentos, não a políticas de expropriação, controle da vida privada, estatização da da economia ou subversão da ordem estabelecida e da família. Pelo amor de Deus, pai. Porém, é importante saber que lutar pela igualdade das pessoas é
evangelho. Evangelho. Então, quando eu me oponho à obra do Evangelho sem saber, apenas repetindo teoria, sem nem saber do que que eu estou falando, eu estou prestando um contratestem. Veja, parece bonito, mas vamos ver com calma. Cristo não falou em igualdade material. Essa frase é simplesmente uma simplificação muito perigosa. A igualdade ontológica, ou seja, do ser das pessoas e da dignidade de todos os seres humanos, é uma doutrina católica. Tá lá no
cateicismo. Contudo, o igualitarismo social e econômico absoluto, como quer o comunismo ou pelas ideologias modernas, não é evangélico. O doutor Angélico Universal da Igreja Santo Tomás de Aquino, ensina o seguinte, que a desigualdade que existe entre os homens é conforme a ordem da providência divina. Suma teológica, questão 96, artigo 4º. O evangelho não tem objetivo, gente, de nivelar socialmente todas as pessoas, mas salvar todos na sua
condição, promovendo a caridade e a justiça, obviamente, a solidariedade. Repetir, como o padre fez aí, slogan igualitarismo sem discernimento, é simplesmente um contratestemunho da da reta fé e inclusive algo meio constrangedor, o início do capitalismo gritante que tinha sido inclusive negado pela igreja na idade média, porque a idade média, por ter sido corrompida, a instituição visível da igreja foi corrompida pelos homens, a ideia do
dinheiro tornou-se pecaminosa e a a Igreja Católica para combater ter a ideia protestante, vai criar a contrarreforma. E o que que a contrarreforma vai nos ensinar? Que é preciso uma vida simples, que é preciso viver da pobreza, que é preciso viver da simplicidade, porque na Idade Média tudo era dinheiro, tudo era muita usurpação e muita luxúria. Então a igreja vai pregar agora a pobreza, a castidade e obediência para todos os fiéis. Vamos
primeiro organizar essa bagunça. Primeira coisa, qual o período, padre, da idade média? Da alta, da baixa Idade Média, no meio, sei lá, né? Muita coisa aconteceu nesse período de 1000 anos. Ou seja, metade da história da igreja se passou na idade medieval. Senoridade da igreja idade idade média fala assim: "Como quem não quer nada, como quem dá bom dia, foi na época da escolica, das cruzadas, das catedrais, da cristianização da Europa, antes, depois,
não sei. Veja, generalizar, dizendo: "A Idade Média foi corrompida é simplesmente discurso panfletário que, vamos dizer, não cita fatos, apenas solta aquilo e quem pegar pegou". Ou seja, a Idade Média foi ao contrário sobre diversos aspectos o tempo de maior esplendor espiritual, artístico, intelectual da igreja, entendeu? Então assim, as heresias, claro que existiam, os abusos, pecados, obviamente não foram poucos, não tô negando isso, só que eles
terminaram combatidos com reformas internas em concílios gerais ou locais. Concílios, como disse, sei lá, os concílios de Latrão, por exemplo, buscaram coibir abusos sem jamais reduzir o papel institucional da igreja. A contrarreforma, contra a reforma protestante chamada também de reforma católica, não demonizou de maneira alguma padre o dinheiro. Pelo contrário, ela reafirmou os conselhos evangélicos de pobreza, obediência e castidade como
caminho de perfeição ao céu para os consagrados, mas jamais impôs isso a todos os fiéis. Isso aí nunca existiu. A igreja nunca, em hipótese alguma, condenou a riqueza. O que ela condenou, por exemplo, é a usura, que é lucrar com o sofrimento alheio, como faz, por exemplo, um aota ou sistema financeiro bancário de hoje em dia. Ou seja, a usura sim foi condenada na VIX Pervit Bento 14 em 1745, mas isso é distinto de ter dinheiro ou muito dinheiro. O pecado
está na avareza, na exploração e não na posse lícita de bens legítimos materiais. Então, a vida simples foi vivida por santos, mas não imposta a todos. E a contrarreforma não surgiu porque a igreja estava no lixo, ela salvou a igreja da crise protestante. Quando nós somos colonizados pela Europa no século X, o que chega para nós no Ocidente é o quê? Que ser rico é pecado. Então, quando nós falamos do excesso de dinheiro, esse excesso de dinheiro, a
usura, ela foi condenada pela igreja pós Idade Média. Outro simplismo, a tradição católica, gente, simplesmente distinguia entre posse ilícita e uso moral dos bens. Vamos entender a verdade assim, o capitalismo nasceu no seio da igreja, nos bancos, os bancos, os contratos, a contabilidade, tudo surgiu no sistema de padres e monges. Leiam o livro do Thomas Woods e se há hoje um preconceito com a riqueza, é mais por falha de catequese e caráter do que por problemas doutrinais.
Também é verdade que setores radicais protestantes, como anabatistas e puritanos, associaram a riqueza à corrupção do dos papas que existiu e viam a simplicidade material como uma expressão da pureza espiritual. Esse pensamento influenciou opoclastia, a estética austera protestante despreo por dizer a beleza religiosa da liturgia. E essa desconfiança da riqueza material como corrupção espiritual penetrou nos países protestantes, como Alemanha, por
exemplo, e depois nos círculos iluministas românticos do século XIX. Mas gente, está claro que ser rico não é pecado e nunca foi pecado. O pecado está em fazer dos bens um ídolo ou do dinheiro um ídolo. Como disse São Paulo, a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Em primeira Timóteo 6:10, não o dinheiro em si. Ou seja, Cristo não amaldiçoa os ricos por serem ricos, mas por ignorarem os pobres, como está em Lucas 16, 19 a 31. O perigo da riqueza é
o fechamento do coração. Quem incutiu na mentalidade ocidental que ser rico é errado, além dos protestantes radicais, foi justamente a turminha do comunismo, da partilha, que o senhor padre, infelizmente, adocicou. Veja, o marxismo substituiu a noção do pecado original por injustiça estrutural, a conversão interior por revolução eh social, a pedagogia marxista penetrou nas universidades. A cultura de massas formou gerações inteiras com alergia à
palavra dinheiro ou riqueza, confundindo-a com o quê? Exploração e transformando o pobre em bandeira política. Então, até mesmo, padre, o senhor sabe disso melhor do que eu, dentro da igreja, certos teólogos da teologia da libertação repetiram esses erros travestindo Marx com palavras de Cristo. Isso é errado. Gente, a igreja quer todos prósperos. E quando ela fala de todos, ela tá falando de do que é comum. E não é comunismo, é viver em
comum. É pregar um Cristo que veio para que tenham vida e a tenham em abundância. Cristo não nos quer vivendo de restos. O termo prosperidade aqui é muito ambígo, padre. O senhor aqui tá meio confuso. Veja só, se a gente entender prosperidade por paz, prosperidade como virtude, sustento necessário do mínimo para se viver, dignamente, sim, a igreja deseja isso para todos e trabalha para isso. Agora, se for uma alusão à espera de teologia
da prosperidade ou da libertação, pelo amor de Deus, essas aberreações são grave, grave erro. O bem comum, como ensina Santo Tomás, e o magistério da igreja na Gumespílio Vaticano II também fala isso, não é a soma dos bens individuais como um bolo dos bens, mas é o conjunto de condições, atenção, as condições para que que permitem que o homem realize em comunidade, né, chegue a sua realização segundo sua vocação espiritual e
natural. Esta é doutrina social da igreja assim pura e simples. O senhor não sabe disso? Essa doida aqui foi comentar, o padre Fábio tá passando panto para TL. Eu perguntei para ela, defina a TL. Porque quando a gente fala aquela vertente de tratar tudo igual, porém com a raiz marxista, o próprio Papa João Paulo II escomungou os fundadores desse pensamento. Portanto, a gente vê que o marxicismo comunista não cabe dentro da igreja. Desejar o bem
comum, zelar dos pobres, pedir igualdade. Isso é evangelho, isso não é política filosófica. né, padre? Aqui o senhor tá certo e ao mesmo tempo tá errado. Veja, é verdade sim que o evangelho nos manda cuidar dos pobres, promover o bem comum, dignidade, solidariedade, etc. Agora, a igreja nunca, nunca, repito, nunca precisou disto de política, de ideologia, muito menos de marxismo ou teologia da libertação, que só surgiu em 1968, para
ter caridade especial pelos mais necessitados, como o senhor, que muito estuda, eh, deve saber. Ou sim, você vai me dizer que Santa Isabel da Hungria, São Vicente de Paula de Paulo, Madre Teresa de Calcutá, São Francisco de Assis, São Damião Molocais e Santa Luía de Marilaque, cantava o Internacional Comunista antes de abraçar os leprosos e alimentar os desvalidos. Ah, tem a dó, né? Ou seja, a teologia da libertação é outra coisa. Ela substitui o evangelho
por luta de classes, terrestrializa tudo que é sobrenatural, troca a cruz por ideologia, a salvação por libertação e a ressurreição por revolução, seja ela armada cultural, sexual, que você quiser. Então, a teologia da libertação apenas se utiliza de um discurso em defesa do bem comum, dos pobres, da igualdade, com o objetivo real e concreto de levar adiante as pessoas pro céu. Não, de levar adiante um projeto político. Não fosse assim, a base da
teologia da libertação, não seria política. em primeiro lugar, como ensinaram abundantemente em vários lugares. Leonardo Bof, Gustavo Gutierrez, Clodovis Boff, a época que era da teologia da libertação, Luigi Bordim e que outro mais Michel Lovi e tantos outros teóricos do movimento, como quando eles explicavam como se faz teologia na libertação, qual o método dela. E ela sim já nasce contaminada no seu germe e usa palavras cristãs para
espalhar um projeto político. Isso não é evangelho, é instrumentalização da fé ou prostituição da fé. Então, sim, o evangelho nos ordena caridade, justiça, cuidado com os pobres, isso ninguém nega. Agora, afirmar que isto não tem relação com filosofia política é negar a complexidade da sociedade. Veja, toda proposta de organização social, seja qual for, pressupõe primeiro uma antropologia, um jeito de ver o homem e mesmo uma metafísica. E tanto o marxismo
quanto o liberalismo, como até o anarquismo, todos têm pressupostos filosóficos incompatíveis com a fé católica. Santo Agostinho, o senhor sabe, escreveu, porque o senhor é agostiniano, né? Escreveu na na cidade de Deus que a cidade dos homens se funda sobre o do amor a si ao desprezo de Deus. E a cidade de Deus se funda no amor de Deus até o desprezo de si. Então, veja mesmo a luta pelo bem comum deve estar enraizada numa cosmovisão
cristã e não ideológica. Hum. Eles me chamam de TL. O que que é ser TL? Pregar um Jesus que liberta, prego. Então eu sou TL. Pregar um Jesus que deseja igualdade? Prego. E se é ser TL? Então eu sou TL. Desejar que todos tenham acesso à aquilo que eu no meu privilégio tenho. Desejo sim. E se é ser TL? Então eu sou TL. Agora pregar ideias marxistas. Em quando eu era professor de filosofia eu me simpatizava com isso. Meu filho, nós estamos igual Don Quichot
lutando com moinhos de vento. A gente não sabe quem de fato é o nosso opositor. Oi? Como assim? Padre, você já nós não sabemos quem é o nosso opositor. Veja, quem ataca a família, relativiza o pecado, nega o inferno, substitui a cruz por bandeiras vermelhas, tá muito bem visível para mim. Ou seja, a igreja e seus fiéis, no meu entender, conhecem muito bem seus opositores, o pecado, o demônio, o mundo no sentido juanino, né? as heresias, o relativismo doutrinal, o
erro doutrinal, o o modernismo, o marxismo cultural, liberalismo econômico desenfreado, o islamismo, globalismo, pegue aí, tem vários, né? Ou seja, eu conheço muito bem os meus inimigos, os inimigos da igreja e grande parte da minha biblioteca que tá na sala ao lado aqui é feita de livros com os quais eu não concordo, mas obviamente eu os leio para compreender a comparação que o senhor fez com Don Quishot de Laamantha, que é infeliz, embora
literariamente interessante, ela é desastrosa, porque seria dizer que a igreja ou então os seus fiéis estariam delirando em suas lutas quando na realidade estão defendendo a verdade objetiva revelada por Deus, né, que é a nossa fé. São Pio X na Pente Dominate Greedes contra o modernismo de 1907 denunciava claramente o modernismo como a síntese de todas as heresias. diz isto e eu completaria a teologia da libertação e as suas variantes é a sua
realização máxima do modernismo. E assim, Pio Xo assim como nós, conhecia perfeitamente o suposto moinho de vento que enfrentava, o espírito do mundo disfarçado de piedade. O povo católico pode sim muitas vezes não saber, como o senhor colocou, explicar corretamente a natureza do seu inimigo. Mas assim como Jesus garantiu, preste atenção, que as suas ovelhas saberiam reconhecer a sua voz, a voz do supremo pastor, do mesmo modo, o povo católico está cada vez mais
afiado nos seus sensos fidelin em detectar os falsos profetas e lobos em périos de ovelha por causa de canais como este aqui, que educa o povo. Se o senhor ainda não sabe quem é o inimigo, eu sinto muito, talvez porque ele esteja mais perto do que se imagina ou disfarçado até de anjo de luz. Por fim, a caridade verdadeira, meu povo, nunca tá separada da verdade. Do contrário, vira o quê? Sentimentalismo, vira demagogia. Porque se nesse podcast ele
falou tudo isso misturando comunismo, evangelho, relativizando doutrinas da igreja, ao meu entender, e antes, né, meio que se dizendo teologia da libertação, sabe-se lá de que vertente? Eu temo, sinceramente, que muita gente tenha saído confusa dessa história e, mais gravemente, com uma visão deturpada da própria realidade. A infiltração comunista na igreja é um treco muito real. é muito documentado, é denunciado pelos papas, meu Deus do céu, por
teólogos e historiadores sérios e não pode ser tratado como algo inofensivo do bem ou com boas intenções ou fingir simplesmente que não existe. Entendeu? Se você eh quiser entender isto de forma séria, profunda, documentada, inscreve-se aqui no canal, ative as notificações, inclusive deixe o seu like para aumentar o engajamento do vídeo para não perder novos conteúdos aqui. Porque o meu nome é Bernardo, eu sou professor especialista em teologia
natural e teologia da libertação e produtor do documentário Eles estão no meio de nós de maior sucesso de crowdfunding na história do cinema brasileiro. E este documentário expõe toda a infiltração comunista na igreja com provas, documentos e fatos históricos. E o link para você assistir o filme está aqui na descrição deste vídeo. Muito obrigado.
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